Livro Digital
terça-feira, 6 de março de 2012
Alfabeto e atividades da Turma da Mônica
domingo, 4 de março de 2012
Modelos de Lembrancinhas para a Páscoa
sexta-feira, 2 de março de 2012
De aluna a professora
A minha priminha Aldinha, desde que aprendeu a ler, não pára. Lê tudo: BOLACHAS MARIA, SUPER POP LIMÃO, FÓSFOROS QUINAS, TALCO, CUIDADO COM O CÃO, COMPOTA NATURAL, CORREIOS, TV-GUIA, SONY, ORATOL, VIARCO N°2, CASCAIS, BOMBEIROS, CREME NÍVEA… Até lê, sem se atrapalhar nem tossir, MUCOSOLVAN XAROPE. Fantástico!
Desde que aprendeu a ler, a minha priminha Aldinha tem uma pena infinita dos que não sabem ler. E, levada pelo impulso de a todos proporcionar a mesma descoberta encantada da palavra escrita, mal aprendeu a ler, logo quis ensinar.
Começou pelo gato Badameco. Pôs-lhe o livro à frente, mas o gato bocejou à primeira página, espreguiçou-se, desenrolou-se, enrolou-se e fechou os olhos. Um preguiçoso. Assim não vai avançar na vida. Ficará para sempre um gato analfabeto.
Tentou, depois, com o Pimpas, mas o cão, antes da aula, quis provar o livro e foi um sarilho para, depois, lho tirar da boca.
— Não é assim que se lê — zangou-se a Aldinha, a tentar pôr ordem nas folhas descoladas pela demasiada vontade de saber do Pimpas.
— Ignorantes. Um só queria dormir. O outro só queria brincar. Ora a vida não é só descanso e brincadeira. Há que aprender. Há que aprender pelos livros. Há que trabalhar — dizia a minha prima Aldinha.
A Aldinha, então, lembrou-se de que lhe tinham dado boas informações de um bichito por todos considerado como muito trabalhador, muito diligente.
Qual? A formiga.
É de uma persistência! Ela própria vira uma formiga carregar um niquito de bolo e não o largar, puxa daqui, empurra de acolá, até se escapulir, com ele às costas, por uma fenda do soalho.
Tão laboriosas já eram, que, se soubessem ler, do que elas não seriam capazes! Por isso a minha priminha Aldinha decidiu instruir, por junto, todo um formigueiro.
Abriu o livro das primeiras leituras, ao deitado, junto a um carreirinho. Depois, chamou a atenção das formigas com uns grãozinhos de açúcar.
Claro que elas vieram ao petisco. Enquanto se deliciavam, à volta do açúcar e das letras, a minha prima apontava: A. tua tia Tila é tola e A tua tia Tila entalou a tola e A tua tia Tila tem a tola com tala e tela.
Realmente, o desenho mostrava uma senhora de olhos esbugalhados, sentada numa cama, com a cabeça enrolada, em estilo de turbante hospitalar.
Não faço ideia o que pensaram desta desastrada tia as formigas do carreiro. Pouco bem, acho eu. Entretanto, a minha prima, por sua vez, achou que devia mudar de lição. Deixou umas tantas formigas atrasadas às voltas da tia Tila e passou para A pala da Paula é de napa, outra interessantíssima história, que dava gosto ler.
E por aí fora. Os progressos das formigas eram evidentes, sobretudo quando atraídas com açúcar para os deveres escolares.
— Mas elas sabem mesmo ler? — intriguei-me eu.
— Claro que sabem — respondeu-me a priminha. — Ainda ontem as vi, agarradas a uns bocados de jornal, que alguém deixou no meio da mata, no Domingo passado.
— Gostam de notícias frescas — comentei. — E escrever, escrevem?
— Claro que escrevem, mas com uma letra muito pequenina.
Pareceu-me natural. Tudo tem a sua proporção. Só a minha priminha Aldinha escapa a esta lei. Tão pequenina e já tão diligente, tão responsável, tão paciente. Qualidades que fazem uma autêntica professora.
É o que ela vai ser, quando for crescida. Professora de crianças, está visto, porque as suas alunas formigas, essas, nessa altura já devem andar na Universidade.
Vamos até combinar uma coisa.
Quando também vocês lá chegarem, ponham os olhos no chão e procurem-nas. É que vão encontrá-las, pela certa, a caminho da cantina universitária. Uma atrás da outra, incansáveis. São as disciplinadas formigas da minha priminha Aldinha. Quem começa bem, vai longe.
António Torrado
Trinta por uma linha
Porto, Civilização Editora, 2008
Trinta por uma linha
Porto, Civilização Editora, 2008
VIVENDO VALORES NA ESCOLA
Olá,
Este texto serve como motivador do professor para lidar com alunos e turmas difíceis. Foi retirado do livro: “Vivendo valores na escola” – Manual para professores – SP - 1995. Quem está em sala de aula sabe o quanto é desgastante lidar com situações desconfortantes; e muitas delas fogem à competência não só da professora, mas também da escola. No cotidiano escolar surgem problemas que nem sempre são de natureza pedagógica, mas que se refletem nas situações de aprendizagem. Reflexos de uma nova ordem social, nova constituição familiar, das crises de autoridade... Nesse contexto, trabalhar valores torna-se extremamente importante.Aqui vai um reforço.
Como trabalhar valores em sala de aula?
Como trabalhar com aspectos positivos quando, muitas vezes, as crianças apresentam aspectos negativos?
Quando focalizamos somente atitudes negativas as aulas podem se tornam cansativas, principalmente para o professor. Falar sobre algo muito ruim, mesmo que para corrigir, acaba tendo efeito de reforço. Por exemplo: quando uma criança faz algo errado, em vez de evidenciar seu erro, dirija-se a outra que esteja certa e chame a atenção do grupo para ela. Isto não significa que o professor deve ficar omisso em relação ao erro. Em alguns casos, se a criança realmente não conseguir por si só reverter o processo, um outro método é dar a ela destaque, em outro momento, mas não pelo erro, e sim por algo positivo da sua personalidade, desvalorizando a transgressão. O importante é que o professor perceba que o ruim são as negatividades e não as pessoas.
A origem etmológica da palavra educar é “colocar para fora”. Pôr para fora, nada mais é do que o exercício do despertar das qualidades, valores originais do ser, bem como a criação do ambiente propício para o seu desenvolvimento.
A seguir aqui vão alguns pontos que devem ser observados para a prática de valores em sala de aula:
·Para uma educação positiva, não esconda o mal das crianças, nem o exarcebe. Desmistifique-o . A lógica do comportamento correto deve ser mostrada de forma clara.
.Reserve um tempo a cada dia para escutar e estar próximo de seus alunos, para explorar e brincar, para usar palavras positivas, incentivando seus pequenos esforços e sucessos com apreciação, percebendo suas qualidades, encorajando-os.
·Valorize com amor e respeito o comportamento o os valores que você considera fundamentais. Aprenda com eles, ria com eles.
·Acredite que eles terão um bom desempenho e não desista de investir: todo empenho terá um fruto.
·Ajude-os a partir do seu erro. Nunca afirme como verdade qualquer atitude ou traço de personalidade negativo que esteja se manifestando: ex. “você é bagunceiro!”.
·Fale com eles com respeito.
·Cumpra o que você prometer. Pense antes de dizer não, mas quando disser, mantenha sua palavra.
·Permaneça contente internamente, esta é a base para a transmissão de bons sentimentos.
·Compartilhe os trabalhos, divida as tarefas, faça seus alunos se sentirem importantes e responsáveis em sala de aula. Estimule a prática de qualidades.
·Verifique se ao educar há amor junto com disciplina. O excesso de lei sem amor gera revolta e transgressão. O amor sem lei gera permissividade e desequilíbrio emocional.
·Explique o sentido dos seus atos educativos para com eles. Mostre pequenas conseqüências lógicas quando há ações inapropriadas.
·Confie e aposte no que há de melhor dentro de cada um de seus alunos.
·A bondade hoje está fora de moda. Os personagens malignos são mostrados como os espertos. Mostre às crianças que ser bom é a verdadeira esperteza.
·Estimule-os a se superar, nunca a superar outros, irmãos ou amigos de classe. Não estimule competitividade e comparação. Compare o desempenho e as mudanças do aluno apenas com ele mesmo.
·Faça da sua sala um laboratório para o crescimento de todos!"
Quando focalizamos somente atitudes negativas as aulas podem se tornam cansativas, principalmente para o professor. Falar sobre algo muito ruim, mesmo que para corrigir, acaba tendo efeito de reforço. Por exemplo: quando uma criança faz algo errado, em vez de evidenciar seu erro, dirija-se a outra que esteja certa e chame a atenção do grupo para ela. Isto não significa que o professor deve ficar omisso em relação ao erro. Em alguns casos, se a criança realmente não conseguir por si só reverter o processo, um outro método é dar a ela destaque, em outro momento, mas não pelo erro, e sim por algo positivo da sua personalidade, desvalorizando a transgressão. O importante é que o professor perceba que o ruim são as negatividades e não as pessoas.
A origem etmológica da palavra educar é “colocar para fora”. Pôr para fora, nada mais é do que o exercício do despertar das qualidades, valores originais do ser, bem como a criação do ambiente propício para o seu desenvolvimento.
A seguir aqui vão alguns pontos que devem ser observados para a prática de valores em sala de aula:
·Para uma educação positiva, não esconda o mal das crianças, nem o exarcebe. Desmistifique-o . A lógica do comportamento correto deve ser mostrada de forma clara.
.Reserve um tempo a cada dia para escutar e estar próximo de seus alunos, para explorar e brincar, para usar palavras positivas, incentivando seus pequenos esforços e sucessos com apreciação, percebendo suas qualidades, encorajando-os.
·Valorize com amor e respeito o comportamento o os valores que você considera fundamentais. Aprenda com eles, ria com eles.
·Acredite que eles terão um bom desempenho e não desista de investir: todo empenho terá um fruto.
·Ajude-os a partir do seu erro. Nunca afirme como verdade qualquer atitude ou traço de personalidade negativo que esteja se manifestando: ex. “você é bagunceiro!”.
·Fale com eles com respeito.
·Cumpra o que você prometer. Pense antes de dizer não, mas quando disser, mantenha sua palavra.
·Permaneça contente internamente, esta é a base para a transmissão de bons sentimentos.
·Compartilhe os trabalhos, divida as tarefas, faça seus alunos se sentirem importantes e responsáveis em sala de aula. Estimule a prática de qualidades.
·Verifique se ao educar há amor junto com disciplina. O excesso de lei sem amor gera revolta e transgressão. O amor sem lei gera permissividade e desequilíbrio emocional.
·Explique o sentido dos seus atos educativos para com eles. Mostre pequenas conseqüências lógicas quando há ações inapropriadas.
·Confie e aposte no que há de melhor dentro de cada um de seus alunos.
·A bondade hoje está fora de moda. Os personagens malignos são mostrados como os espertos. Mostre às crianças que ser bom é a verdadeira esperteza.
·Estimule-os a se superar, nunca a superar outros, irmãos ou amigos de classe. Não estimule competitividade e comparação. Compare o desempenho e as mudanças do aluno apenas com ele mesmo.
·Faça da sua sala um laboratório para o crescimento de todos!"
História de Valores - Amizade
O Dinossauro Rabugento
Era uma vez um dinossauro muito muito rabugento e feio, nunca lavava os dentes e vestia roupas muito sujas e velhas. Ele vivia sozinho numa casa de madeira protegida por uma vedação muito alta e com um portão fechado a sete chaves no meio da floresta.
O rabugento não tinha amigos e afastava todas as pessoas que se aproximavam da sua casa com um grito muito forte.
O rabugento não tinha amigos e afastava todas as pessoas que se aproximavam da sua casa com um grito muito forte.
Perto da floresta havia uma aldeia onde viviam duas crianças que se chamavam Ana e Bernardo. Um dia eles foram à floresta procurar um sítio para brincar. Andaram, andaram, até que chegou a noite e o bernardo e a Ana ficaram perdidos na floresta cheios de fome, sede e frio.
No outro dia, os meninos encontraram a casa do dinossauro.
O dinossauro rabugento começou logo a gritar, mas os meninos não tiveram medo, até estavam felizes por encontrar alguém.
O Rabugento teve pena deles e levou-os para sua casa. Fez um lume para os aquecer, deu-lhes de comer, beber e brincou com eles. Nesse tempo o dinossauro não estava rabugento. Estava muito contente por ter os meninos na sua casa.
O Bernardo e a Ana ficaram alguns dias na casa do dinossauro. Mas depois lembraram-se que os pais estavam preocupados e pediram ao dinossauro que os levasse a casa.
No dia seguinte, o dinossauro foi levar os meninos a casa, mas teve de fugir rápido porque as pessoas estavam a ficar assustadas.
No outro dia, o rabugento recebeu uma carta de uma festa em honra dele, porque os meninos tinham contado o que se tinha passado aos pais e a todas as pessoas da aldeia.
O dinossauro vestiu um fato vermelho ás pintas, lavou os dentes e pôs um laço muito colorido e foi para a festa.
Quando lá chegou, trataram-no muito bem e ele disse que nunca mais ia ser rabugento.
O dinossauro descobre, assim, como é bom ajudar as pessoas e merecer a sua amizade.
FIM
"As Palavras Mágicas"
Tema: Gentileza
Dona Paula estava muito preocupada com seu sobrinho Gilberto, que havia chegado de fora há pouco dias. Não que ele fosse um menino desobediente, nem um menino muito travesso. Não era. Pelo contrário, obediente e bem comportado.
Mas, Gilberto não era um menino amável, atencioso... Nunca dizia "muito obrigado" a ninguém, não cumprimentava as pessoas, nem pedia as coisas com delicadeza.
Se entrava num taxi com a titia, embora ela cumprimentasse o motorista com gentileza, ficava em silêncio ou então ordenava:
- Ande ligeiro! Bem depressa!...
Se andava num elevador, empurrava os outros e nunca pedia licença. Não era gentil com ninguém.
Resultado: o dono do armazém nunca lhe dava uma bala, o que costumava fazer com as outras crianças; os motoristas de taxi não olhavam para ele com simpatia; e as pessoas que encontravam no elevador não lhe diziam uma palavrinha gostosa ou, pelo menos lhe davam um sorriso amável.
Natural, pois, que titia Paula andasse preocupada.
Um dia, Gilberto entrou na cozinha e viu que a tia estava se preparando para fazer um bolo. Então disse logo:
- Eu quero um bolo só para mim.
- Pode ser... respondeu a tia Paula - Mas, ante, você terá que dizer umas palavras mágicas. Se você disser, eu farei o bolinho.
Gilberto ficou pensando que palavras mágicas seriam estas. Mas, logo se lembrou de uma estória que vovô havia lhe contado. Por isso, gritou:
- Abracadabra! Abracadabra!
- Não, não são estas as palavras mágicas – disse a tia, sorrindo.
- Não?? - Gilberto pensou, pensou...
- Balabalabla! Balabalabla! - tornou a gritar.
Dona Paula sacudiu a cabeça.
- Não, também não são estas.
- Dipo dipodóclus! Dipo diodóclus!
- Não, não! – disse ainda a tia, achando graça das invenções do sobrinho.
Gilberto não sabia o que dizer. Pensou... pensou... Então, desanimado pediu:
- Por favor, tia Paula, quais são as palavras mágicas?
E muito surpreendido, ouviu a titia dizer:
- Viva! Você já disse as palavras mágicas. Pronto! Vou fazer um bolinho só para você.
O menino ficou admirado. Depois, lembrou-se. E, muito contente, falou:
- "Por favor"... então são estas as palavras mágicas, que conseguem tudo?
Tia Paula disse que sim e ensinou ainda outras palavras mágicas que fazem com que todo o mundo gosto da gente.
Gilberto ouviu tudo com muita atenção e prometeu não se esquecer mais das tais palavras mágicas. E começou a cumprir sua palavra, pois quando a tia lhe deu um lindo bolinho, bem cheiroso, ele, muito gentil, falou, sorrindo:
- Ande ligeiro! Bem depressa!...
Se andava num elevador, empurrava os outros e nunca pedia licença. Não era gentil com ninguém.
Resultado: o dono do armazém nunca lhe dava uma bala, o que costumava fazer com as outras crianças; os motoristas de taxi não olhavam para ele com simpatia; e as pessoas que encontravam no elevador não lhe diziam uma palavrinha gostosa ou, pelo menos lhe davam um sorriso amável.
Natural, pois, que titia Paula andasse preocupada.
Um dia, Gilberto entrou na cozinha e viu que a tia estava se preparando para fazer um bolo. Então disse logo:
- Eu quero um bolo só para mim.
- Pode ser... respondeu a tia Paula - Mas, ante, você terá que dizer umas palavras mágicas. Se você disser, eu farei o bolinho.
Gilberto ficou pensando que palavras mágicas seriam estas. Mas, logo se lembrou de uma estória que vovô havia lhe contado. Por isso, gritou:
- Abracadabra! Abracadabra!
- Não, não são estas as palavras mágicas – disse a tia, sorrindo.
- Não?? - Gilberto pensou, pensou...
- Balabalabla! Balabalabla! - tornou a gritar.
Dona Paula sacudiu a cabeça.
- Não, também não são estas.
- Dipo dipodóclus! Dipo diodóclus!
- Não, não! – disse ainda a tia, achando graça das invenções do sobrinho.
Gilberto não sabia o que dizer. Pensou... pensou... Então, desanimado pediu:
- Por favor, tia Paula, quais são as palavras mágicas?
E muito surpreendido, ouviu a titia dizer:
- Viva! Você já disse as palavras mágicas. Pronto! Vou fazer um bolinho só para você.
O menino ficou admirado. Depois, lembrou-se. E, muito contente, falou:
- "Por favor"... então são estas as palavras mágicas, que conseguem tudo?
Tia Paula disse que sim e ensinou ainda outras palavras mágicas que fazem com que todo o mundo gosto da gente.
Gilberto ouviu tudo com muita atenção e prometeu não se esquecer mais das tais palavras mágicas. E começou a cumprir sua palavra, pois quando a tia lhe deu um lindo bolinho, bem cheiroso, ele, muito gentil, falou, sorrindo:
- Muito obrigado, tia Paula. Muito obrigado!
Fonte: http://www.techs.com.br/meimei/historias.htm
A busca do tesouro
Tema: Amizade
A pequena princesa está há cinco dias de visita em casa do pequeno rei. Durante todo esse tempo não se aborreceram um único minuto mas hoje estão sentados nas escadas no palácio e não parecem muito alegres. Já jogaram os jogos todos, visitaram as torres todas, comeram a reserva de doces que havia na despensa e a despedida aproxima-se.
— No meu último dia vamos ficar aqui sem fazer nada? — pergunta a pequena princesa impaciente.
— Bem… — diz o pequeno rei — acho que sei o que ainda podíamos fazer.
— Sim? Ora diz lá! — pede-lhe a pequena princesa, curiosa.
— Pronto!
O pequeno rei vai ao quarto, tira da gaveta da secretária uma caixinha de ouro e abre-a.
— Eu tenho uma carta antiquíssima de um tesouro — sussurra misteriosamente, ao abri-la.
— Oh, óptimo! — a pequena princesa bate palmas, entusiasmada e depois começam a estudar o mapa em conjunto.
— Aqui é o castelo — diz o pequeno rei, apontando com o dedo para a parte de baixo do mapa.
— E daqui segue-se para esta árvore. Anda! — ordena a princesa.
Os dois correm para fora de casa.
— Oh, tantas árvores! Qual será a árvore certa?
— A que for parecida com uma ovelhinha.
— Está aqui!
As duas crianças reais correm para a árvore de copa um tanto singular.
— E a partir daqui?
— Está um olho marcado ao lado da árvore — murmura o pequeno rei.
A pequena princesa descobre um buraco num nó de um ramo e espreita por ele.
— Estou a ver um montículo.
O pequeno rei alegra-se.
— Oh! Isso também vem marcado no meu mapa!
Quanto mais a princesa e o pequeno rei se aproximam do objectivo, mais se entusiasmam.
— Primeiro precisamos de cinco sapatos — pondera o pequeno rei.
— Porquê?
— É assim que está no meu mapa.
A pequena princesa já tem uma ideia: cinco sapatos são cinco passos para a esquerda.
— Ele tem de estar aqui! Viva! — os dois caçadores de tesouros dão as mãos e dançam em roda aos saltos.
— Temos um tesouro, temos um tesouro! — cantam alegremente. A pequena princesa senta-se sem fôlego no chão e diz:
— Vá, começa!
— O quê? — pergunta o pequeno rei.
— Então! A escavar!
O pequeno rei olha para a princesa muito admirado.
— Aaa… Não tenho pá nenhuma … e já descobri o mapa do tesouro. Tu é que tens de cavar.
— Uma princesa não pode andar por aí a cavar. Sê um cavalheiro e faz isso pela tua visita, está bem? — a pequena princesa pisca o olho ao pequeno rei e acrescenta: — Vais buscar uma pá?
— Não, tenho uma ideia muito melhor. Greta! Au-Au! Tigre! Vinde todos aqui! Encontrámos um tesouro. Vinde todos ajudar!
Os amigos chegam a relinchar, a ladrar e a bufar. Mas Au-Au não precisa de ajuda e faz tudo sozinho e, além do mais, ainda se diverte. Cavou um buraco no chão arenoso e fofo à velocidade do vento. O pequeno rei, a pequena princesa, Greta e os outros estão um pouco afastados para não receberem com a terra. Agora já nem se vê Au-Au.
— O tesouro está muito fundo! — comenta a pequena princesa.
— É esquisito. Pára, Au-Au, há aqui qualquer coisa que não bate certo! — o pequeno rei olha pelo buraco e ajuda Au-Au a trepar para fora.
— Ora bem, não entendo. Porque é que não está cá nenhum tesouro, quando fui eu mesmo que fiz o mapa?
— Hiii! — Greta relincha um resmungo.
— Au, au, au! — ladra Au-Au indignado.
E a pequena princesa até dá um empurrão ao pequeno rei.
— Como? Uma carta do tesouro feita por ti? Então bem podemos procurar durante muito tempo! — ofendida, cruza os braços e vira a cara para o lado. O pequeno rei volta a estudar novamente o mapa.
— Vamos lá ver outra vez… Primeiro estivemos aqui e depois… Oh, já sei! No monte seguimos na direcção errada. Não é para a esquerda, mas para a direita. Venham, vamos tentar outra vez.
O pequeno rei vai a correr à frente e os outros seguem atrás devagar.
— Desta vez estamos bem. Venham! Onde é que estão? Venham ajudar-me!
— Auuuuuu — uiva Au-Au. Ele já cavou. Greta faz de conta que está a coxear e a pequena princesa limita-se a dizer:
— Pf!
— Ajudai-me, que eu dou-vos do meu tesouro!
— Não — diz a pequena princesa abanando a cabeça.
— Pronto, eu faço sozinho e fico com tudo para mim!
O pequeno príncipe começa a cavar e, passado um momento, exclama:
— Oh, está aqui alguma coisa dura!
Os amigos apuram o ouvido mas não se aproximam. O pequeno rei continua a escavar.
— Está aqui uma caixa! Ahh, eu sabia! É o meu tesouro! Iupi!
Com muito esforço, o pequeno rei retira a caixa da terra mas, mesmo assim, ninguém o ajuda, pois estão todos muito surpreendidos. O pequeno rei sacode a terra do velho baú e abre-o.
— Hiiii! — relincha Greta admirada. E a pequena princesa fica de boca aberta.
— Descobriste um tesouro verdadeiro? Não é possível! Isso nem era nenhum mapa a sério! Ou seria?
Por cima da tampa do baú, o pequeno rei olha para os amigos, que ainda não deitaram uma olhadela à sua caixa.
— Claro que era verdadeiro! Não estão a pensar que eu ia fazer um mapa sem um tesouro verdadeiro, pois não?
Os amigos olham de boca aberta.
— Claro que não esqueci o tesouro. Uhm! E que coisas deliciosas estão na caixa! Ossos tenros, boas cenouras, cerejas e bolos. Oh, e até uma bola para jogar! Que pena vocês não quererem nada disto…
À volta do pequeno rei, todos ficam embaraçados.
— Isto é alguma surpresa de despedida? — pergunta a pequena princesa baixinho.
— Bem, talvez — responde o pequeno rei. Todos se aproximam e espreitam, curiosos para dentro da caixa.
— Só mesmo tu! Primeiro esqueces-te da pá e agora faltam as facas e os garfos.
— Mas nunca me esqueci do mais importante. Do que se precisa numa busca ao tesouro? De um mapa e de um tesouro. E de que é que se precisa para comer um tesouro? De uma única coisa: de amigos que comam connosco, ah, ah, ah!
O pequeno rei também tem uma toalha de piquenique dentro da caixa. Foi, assim, um belo lanche de despedida para a pequena princesa. E ela já sabia o que iria oferecer-lhe na próxima visita: uma pá. Pelo sim, pelo não…
Hedwig Munck
Der kleine König sagt “Gute Nacht”
Plauen, Junge Welt, 2003
Tradução e adaptação
Der kleine König sagt “Gute Nacht”
Plauen, Junge Welt, 2003
Tradução e adaptação
A ovelha generosa
Era uma ovelha muito generosa. Sabem o que é ser generoso? É gostar de dar, dar por prazer. Pois esta ovelha era mesmo muito generosa. Dava lã. Dava lã, quando lhe pediam. Vinha uma velhinha e pedia-lhe um xailinho de lã para o Inverno. A ovelha dava. Vinha uma menina e pedia-lhe um carapuço de lã para ir para à escola. A ovelha dava. Vinha um rapaz e pedia-lhe um cachecol de lã para ir à bola. A ovelha dava. Vinha uma senhora e pedia-lhe umas meias de lã para trazer por casa. A ovelha dava.
- Ó ovelha, não achas de mais? Xailes, carapuços, cachecóis, meias... É só dar, dar...
- Não se ralem - respondia a ovelha. - Vocês não aprenderam na escola que a vaca dá leite e a ovelha dá lã? É o que eu estou a fazer.
Apareceu a Dona Carlota, muito afadigada:
- Eu só queria um novelozinho para fazer um saco para a botija. Ainda chega? Pois claro que chegava. A ovelha a dar nunca se cansava.
Veio a Dona Firmina, muito preocupada:
- Eu só queria um novelozinho para uma pega para a cozinha. Ainda chega? Pois claro que chegava. A ovelha a dar nunca se cansava.
Veio a Dona Alda, muito atarantada:
- Eu só queria um novelozinho para acabar uma manta. Ainda chega? Pois claro que chegava. A ovelha a dar nunca se cansava.
E eram coletes, camisolas, golas, golinhas, luvas... que a gente até estranhava que a lã se lhe não acabasse. A ovelha sorria e tranquilizava: - Não acaba. Nunca acaba. Conhecem aquele ditado: "Quem dá por bem, muito lhe cresce também"? Pois é o que eu faço.
E a ovelha generosa lá foi atender uma avó, que precisava de um novelo para um casaquinho de bebé, o seu primeiro neto que estava para nascer...
António Torrado
História do Dia Internacional da Mulher
História do 08 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História
- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.
OFICINA DE BASQUETE
Na manhã do dia 02/03/2012,na quadra da Escola Municipal Emília Mamede Soares, em Barro Branco, teve início a Oficina, desenvolvida pelo Centro de Referência da Assistência Social – CRAS de Lauro Müller em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e dos Esportes.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Atividades com o tema Família
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
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uma história - Palavra Cantada
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Que bom que você me visitou. Volte Sempre!